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domingo, 1 de julho de 2012

Portaria nº 930/2012 - Fonoaudiólogo em estabelecimentos com UTI Neonatal



O Ministério da Saúde publicou a Portaria Nº 930/2012 que define as diretrizes e objetivos para a organização da atenção integral e humanizada ao recém-nascido grave ou potencialmente grave e os critérios de classificação e habilitação de leitos de Unidade Neonatal no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).  A portaria define aparelhos, utensílios e serviços indispensáveis, bem como a estrutura mínima da equipe multidisciplinar que deve dar suporte tanto ao serviço de Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, como às Unidades de Cuidado Intermediário Neonatal Convencional e pelo método Canguru. Em todas as classificações, a presença de um fonoaudiólogo disponível para a unidade é considerada obrigatória, ao lado de outros profissionais de saúde. Todos os estabelecimentos que tenham UTI Neonatal habilitadas em conformidade com normatizações anteriores deverão se adequar às novas regras em seis meses, sob pena de perda da habilitação.

Fonte: CREFONO 5

domingo, 31 de outubro de 2010

Fonoaudiologia e UTI Neonatal

Qual o papel do fonoaudiólogo dentro da UTI Neonatal?

A Fonoaudiologia é uma ciência que estuda os distúrbios da comunicação humana, onde a intervenção terapêutica mais conhecida é a clínica, grande parte dos pacientes apresenta distúrbios de fala, linguagem e/ou audição.

Quando a atuação fonoaudiológica hospitalar é mencionada, muitas dúvidas e questionamentos surgem: o que o fonoaudiólogo faz dentro dos hospitais? Ensina a falar? Reabilita e adapta próteses auditivas? E dentro de uma UTI neonatal? O que fazer com bebês tão pequenos e sensíveis como os prematuros? O que fazer com neonatos que apresentam mal formações orofaciais, como alimentá-los?

A intervenção fonoaudiológica dentro das Unidades de Terapia Intensiva Neonatal, vem ganhando seu espaço e atualmente é considerada indispensável nas equipes interdisciplinares.

A primeira avaliação é realizada com o bebê ainda dentro da incubadora, são avaliadas a presença dos reflexos orais, força e ritmo da sucção, coordenação entre sucção- respiração e deglutição, condições do neonato em realizar a função de alimentação e qual meio será utilizado para tal, ou seja, se haverá estimulação oral pré e/ou peri gavagem ou se existe possibilidade de alimentação direta na mãe, enfatizando o estímulo ao aleitamento materno e complementação alimentar via oral com uso de copo.

Durante a intervenção são realizadas massagens extra-orais e estímulos intra-orais, estes tem como objetivo coordenar as funções do neonato, para que o mesmo consiga realizar alimentação segura e obter alta hospitalar com autonomia alimentar. Desde o início da internação na UTI neonatal, a conduta mais frequente é o uso de sonda para o momento de alimentação até que o bebê tenha condições de iniciar a fonoterapia. Alguns critérios são seguidos para que a intervenção não prejudique a evolução clínica do bebê dentro da unidade e é indispensável que o fonoaudiólogo mantenha uma um bom relacionamento com a equipe interdisciplinar, tornando assim a atuação harmônica e eficaz.

Autora: Carolina Cysne