Categoria: Saúde
CÓDIGO: 18109447
TÍTULO: Cordas Virtuais
DESDE: 04-2010
AUTOR / RESPONSÁVEL: Flávia Tamarindo
URL: cordasvirtuais.blogspot.com/
Você pode votar 1 vez por email, por Facebook e pelo Twitter

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Workshop ABFW



No 18º Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia haverá Workshop do Teste ABFW, utilizado por muitos Fonoaudiólogos na Clínica da Linguagem.

Acesse o link abaixo para mais informações: TESTE ABFW





Fonte: Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia

sábado, 28 de agosto de 2010

Surdo, um estrangeiro na escola

Olá pessoal,

Gostaria de divulgar para vocês uma entrevista com a professora da Pós-graduação (Disciplina de Deficiências Sensoriais - Surdez -  Sueli Fernandes), onde ela fala de questões muito importantes sobre a inclusão do aluno com Surdez. Um assunto bem atual apesar da entrevista ter acontecido em janeiro de 2009.
Muito experiente no assunto, ela fala de maneira clara e prática tudo aquilo que precisamos saber para inclusão social  das pessoas com surdez, de maneira ética e com respeito às diferenças.
Há informações que podem ajudar na realidade do seu município.

Leiam e comentem!!!
Abraço,

Flávia

Muitas pessoas, quando veem um surdo tentando falar ou mesmo quando leem seus textos sem artigos nem flexão verbal, associam a ausência de audição à deficiência intelectual. Para a doutora em Linguística Sueli Fernandes, esse conceito é o principal obstáculo à inclusão do surdo na sociedade. Um conceito que confunde a sociedade e, até pouco tempo, os governos, levando-os a adotar políticas públicas equivocadas. Ela, que é coordenadora do CAS — Centro de Apoio aos Profissionais de Educação de Surdos no Paraná, acredita que a popularização do ensino de Libras é a chave para o fim desse preconceito, mesmo que a longo prazo. “O surdo não é uma pessoa com deficiência de comunicação. Ele deve ser visto como uma pessoa que fala outra língua, que é a Libras”, explica. Veja o que mais ela tem a dizer sobre a inclusão do surdo na escola e na sociedade, na entrevista a seguir.
Educacional - Como funciona o CAS — Centro de Apoio aos Profissionais de Educação de Surdos?

Sueli Fernandes - O CAS é um programa do governo federal, em parceria com as prefeituras e as Secretarias de Educação dos Estados, cujo objetivo é capacitar profissionais que trabalham na educação de surdos e dar visibilidade à língua de sinais. Ele tem um grande programa, no âmbito federal, que é o Interiorizando Libras, que visa tornar a Libras acessível para um número cada vez maior de pessoas. O CAS funciona assim: o Ministério da Educação fornece os equipamentos, enquanto os governos municipais e estaduais se encarregam de fornecer e manter o espaço e também manter o corpo de profissionais que trabalharão nesse local.

Sou a coordenadora do CAS Paraná. Aqui, só temos a sede de Curitiba, mas há a possibilidade de abrirmos uma extensão em Cascavel. Trabalho com uma equipe de mais três pessoas: uma intérprete de língua de sinais que também é pedagoga e dois pedagogos surdos. O trabalho se organiza em alguns núcleos. Um deles é o de apoio didático-pedagógico, que visa desenvolver textos de apoio aos professores que trabalham com alunos surdos incluídos no ensino regular. Outro é o núcleo de tecnologia, que produz materiais em diferentes mídias para difundir a língua de sinais. Estamos, por exemplo, preparando um acervo com histórias infanto-juvenis e com documentários de temáticas variadas, sempre sinalizados. São materiais que já existem em língua portuguesa e serão transformados em um acervo digital em Libras. Esse é um trabalho ainda incipiente, pela falta de pessoas que entendam do assunto. Mas, mesmo que de forma amadora, estamos produzindo alguns materiais. O terceiro núcleo é o de capacitação, que oferece cursos para a comunidade. Desde junho de 2008, oferecemos cursos de Libras, mas eles estão voltados, principalmente, para professores envolvidos no processo de inclusão. Como, em Curitiba, temos o apoio da Universidade Federal do Paraná, podemos oferecê-los também para pessoas da comunidade interessadas no tema. Outro núcleo, que, para mim, é o mais importante, é o de convivência, que traz a comunidade para dentro do CAS, a fim de debater problemas, dificuldades, enfim, as demandas de seu dia a dia no trabalho, na escola, na família. Os encontros ocorrem a cada 15 dias, sempre com uma temática específica. Surdos e familiares vêm aqui, conversam uns com os outros, e tentamos dar um encaminhamento às questões levantadas. É o núcleo que trabalha com as questões mais concretas da inclusão nos diferentes segmentos sociais.

Administrativamente, o CAS está vinculado à Secretaria de Educação. Todos nós somos funcionários da Secretaria — ou fomos contratados especificamente para isso, ou já éramos membros do próprio quadro do Estado. O Paraná tem uma política própria de educação bilíngue para surdos.

Além disso, na Universidade Federal do Paraná, sou coordenadora do curso superior de Letras — Libras. É um curso a distância, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina. Toda a concepção é deles, e há polos no Brasil todo. No Paraná, temos 31 alunos no curso de bacharelado, que se dirige a pessoas que querem trabalhar como intérpretes de língua de sinais, e 30 alunos na licenciatura. Estes são alunos surdos que querem ser professores de Libras.

Educacional - De que forma vocês divulgam esse serviço na comunidade escolar? Qualquer professor pode procurar o CAS para pedir orientação?

Sim, qualquer professor da rede de ensino pública ou privada. Todas as ações que promovemos no CAS são difundidas para a comunidade por dois canais. Um deles é a Secretaria de Educação, por meio dos Núcleos Regionais de Educação, e também a prefeitura municipal. É assim que atingimos os professores da rede pública. O outro, voltado à rede particular, é o site do Napne — Núcleo de Apoio às Pessoas com Necessidades Especiais, da Universidade Federal do Paraná.

• Acesse o site do Napne.

Educacional - Quais são as principais dificuldades do estudante surdo no Brasil hoje?

Sueli Fernandes - Gosto de falar sobre isso não do ponto de vista da dificuldade, mas, sim, da diferença. O ensino de qualquer aluno com necessidades especiais requer uma reflexão especial do professor sobre sua singularidade, sobre aquilo que tem de diferente em relação àqueles alunos com os quais está acostumado a lidar. Então, a diferença dos surdos hoje é de ordem linguística. Esse professor terá de pensar em adequações curriculares, na sua forma de pensar a prática pedagógica em termos linguísticos, passando, primeiramente, pela comunicação, o que demanda uma língua comum. O professor que trabalha com um aluno surdo precisa conhecer a língua de sinais. É o ponto de partida para ele estabelecer uma relação pedagógica. No entanto, a maioria dos professores, dos alunos, enfim, dos atores que compõem a comunidade escolar desconhece a língua de sinais e tem preconceito em relação a ela.


Educacional - Que tipo de preconceito?

Sueli Fernandes - Primeiramente, o surdo é um sujeito que fala outra língua. Ele é um brasileiro estrangeiro. Ele deve ser visto assim, e não é. É visto como um deficiente da linguagem, em vez de ser visto como um indivíduo que tem um potencial linguístico diferenciado.


Educacional - A chave das principais dificuldades está nesse entendimento?

Sueli Fernandes - Sim, vejo que a mudança de concepção em relação à surdez e aos surdos é o primeiro passo. Quando começarmos a entender que as crianças surdas são falantes de uma língua minoritária, todas as políticas educacionais passarão a ser políticas bilíngues, e não políticas para “deficientes”.

Educacional - A maioria das escolas básicas do Brasil oferece um segundo idioma. Não seria o caso de Libras ser uma das opções? Existe uma proposta para que isso aconteça?

Sueli Fernandes - Existe, sim. Faço parte da comissão que está discutindo esse processo no Senado. O Senado está programado para votar, no dia 3 de fevereiro de 2009, a inclusão de um artigo na LDB que tornará obrigatório o ensino de Libras para todos os estudantes surdos matriculados na Educação Básica.

Educacional - Só para os surdos?

Sueli Fernandes - Esta é a primeira questão: tornar obrigatório, além do ensino de língua portuguesa, o de Libras. Então, todo surdo terá acesso a ela na escola. Já é um avanço em relação ao que ocorre hoje. Qual o desdobramento disso? Em todas as escolas em que estiverem matriculados alunos surdos, a Libras será um componente curricular obrigatório na Educação Infantil e uma disciplina obrigatória nas séries iniciais do Ensino Fundamental para todos os alunos, não só os surdos.

Se o aluno surdo e os demais estudantes que estão na mesma escola que ele souberem Libras, isso já representa um avanço, porque, dessa forma, a escola se torna bilíngue, e não apenas o surdo e seu intérprete. O que acontece hoje é que o surdo usa a Libras apenas quando há um intérprete em sala de aula, e a interação se restringe aos dois.

Educacional -  A escola está preparada para receber o aluno surdo no Brasil?

Sueli Fernandes - Vou falar do Paraná, que é a realidade que conheço. A língua de sinais foi reconhecida como língua oficial no Estado em 1998. Foi o segundo Estado do Brasil a fazer isso — o primeiro foi Goiás. A partir daí, tornou-se muito mais fácil estabelecer políticas públicas, e um dos eixos dessas políticas é a formação e a contratação de intérpretes nas escolas. Hoje, na rede pública, a Secretaria de Educação abre anualmente processos seletivos. O problema é que não há profissionais qualificados. Alguns alunos não têm intérpretes porque não existem profissionais qualificados em seu município. Na rede privada, a situação é mais complicada. Na Educação Básica, há ainda uma resistência muito grande em relação à contratação desse profissional, bem como à aceitação do aluno surdo na escola.
Educacional - De que outras formas o preconceito se manifesta hoje para o estudante surdo na escola regular?

Sueli Fernandes - Independentemente de a escola ser pública ou privada, vejo que o grande problema que atrapalha o aluno surdo é a representação que se faz dele. O que significa ser surdo hoje? Para a maioria das pessoas, é não ouvir, não falar, ser um deficiente da linguagem. Por não ouvir e não falar, o processo de alfabetização desse aluno é muito diferenciado em relação ao dos demais. A escrita do aluno surdo é muito peculiar. E acaba sendo sua única forma de manifestação concreta que pode ser avaliada pelo professor, uma vez que ele não fala e, muitas vezes, tem dificuldade em fazer leitura labial. Como ele tem dificuldade de se apropriar da escrita, as pessoas acabam vinculando a surdez à deficiência mental. Então, todo surdo tem atrasos na aquisição da linguagem e escreve como um deficiente mental. Não usa artigos, não usa preposições, não faz flexão verbal. Enfim, são singularidades na escrita muito próximas das existentes em textos de estrangeiros que estão aprendendo português. Se você observar o texto de um japonês que está aprendendo português e o texto de um brasileiro surdo, provavelmente encontrará as mesmas particularidades. Só que, no caso do surdo, isso é encarado como um sinal de deficiência, e não como uma interferência cultural.


Educacional - Quanto ao projeto que você mencionou há pouco, de tornar obrigatório o ensino de Libras nas escolas que tenham alunos surdos, ele pode ajudar a desfazer esse preconceito?

Sueli Fernandes - A inclusão da Libras no currículo dos demais alunos tem um impacto imediato na diminuição do preconceito, pois, a partir do momento em que há uma língua comum por meio da qual os alunos possam interagir com seu colega surdo, acabam as diferenças. Ou melhor, as diferenças entre os alunos que ouvem e os surdos passam a ser as mesmas: de classe, religiosas, de interesse. Mas eles podem trocar ideias sobre isso. É como se eu conversasse em inglês com um aluno estrangeiro e me interessasse, a partir desse momento, pelo universo cultural dele, que eu desconhecia até então.

Vemos isso acontecendo nas escolas em que a Libras já faz parte no currículo. O resultado é que os colegas aprendem essa língua e há casos em que, mesmo quando não estão com os surdos, comunicam-se por meio dela. Eles a usam até para colar e fazer fofoca (risos)! A Libras passa a fazer parte do cotidiano deles como uma coisa natural, como mais um dos muitos conhecimentos que adquirem na escola.

Em relação à sociedade, o impacto ocorre a longo prazo, porque, quando um pai vê seu filho aprendendo Libras na escola, nem sempre vê isso como algo positivo. Como a representação social do surdo ainda é a de um deficiente, ele acha que o filho “está aprendendo aquilo que o deficiente faz”. Precisa-se de outros mecanismos mais potentes, como a televisão. O fato de já haver intérpretes em programas de tevê, como em muitos dos programas religiosos e políticos, já fez com que muitas pessoas passassem a ver a Libras como um produto cultural dos surdos. Isso é importante, mas a língua deve ser disseminada em outras instâncias. As pessoas têm de ver intérpretes em hospitais, delegacias, bancos, lojas, e não só na escola, senão esse processo vai demorar muito.

Educacional - Então, por que não tornar a Libras obrigatória em absolutamente todas as escolas do Brasil?

Sueli Fernandes - Pela falta de profissionais qualificados neste momento. A versão original do projeto, elaborada por Cristovam Buarque, previa que a Libras seria obrigatória em todas as escolas. Mas, quando foram ouvidos consultores da área e outros atores da sociedade, percebeu-se que isso não era viável agora. Ainda não temos um número grande o suficiente de educadores, formados em cursos de nível superior, que sabem Libras. A primeira turma do curso de Letras — Libras do Brasil vai se formar em 2010.

Enquanto isso, existe o Prolibras, um exame nacional anual de proficiência que avalia os conhecimentos de pessoas que já usam a língua de sinais, mas não tiveram uma formação para ensiná-la. Passando no exame, elas podem ser contratadas para dar aulas. A lei está se adequando a esse momento de transição.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

WORKSHOP THOT




Confirmado o Workshop da empresa THOT, no 18º Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia. No workshop serão relançados os jogos DO MEIO DA LÍNGUA, DIGA LÁ E QUEM? COMO? POR QUÊ?, os quais foram reformulados, tiveram as perguntas revisadas e adequadas às normas ortográficas do Português.
Além disso, um novo jogo desenvolvido pela THOT será lançado - ARANHA ARRANHA, que pode ser utilizado para estimulação do processamento fonológico.

MINISTRANTE: Maria Thereza Mazorra dos Santos
Fonoaudióloga formada pela UNIFESP-EPM 1977. 
Doutora em Linguística pela FFLCH - USP
Sócia-diretora da TT Thot Comércio e Indústria e Materiais Didáticos Ltda.

Fonte: Conselho Federal de Fonoaudiologia

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Oficina de Deficiência Visual - Agradecimentos

Minha gratidão a todos os inscritos na Oficina de Deficiência Visual. Obrigada pela escolha da oficina e principalmente, pela participação e interesse de cada um.
Patrícia Costa, coordenadora do AEE em Santa Maria da Boa Vista, obrigada pela oportunidade, apoio e incentivo. O meu objetivo foi alcançado e fico muito feliz por isso.
Até o próximo encontro!

Qualquer dúvida entrem em contato.
Grande abraço.

Flávia




quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Oficina: Um novo olhar, novos horizontes diante da Deficiência Visual

Na semana nacional da pessoa com deficiência, que acontece de 21 a 28 de agosto, o DAP realizará oficinas para professores do ensino regular.
A intenção é promover um encontro para conhecer os diversos aspectos que envolvem a inclusão de pessoas com deficiência no contexto escolar, em Santa Maria da Boa Vista.
"A paciência, competência e sensibilidade necessária para atingirmos o objetivo de uma sociedade brasileira mais inclusiva, só é possível com a busca de informações, novos conhecimentos e vivências. É exatamente isso que iremos disponibilizar nesse espaço" (Flávia Tamarindo).
As temáticas foram ampliadas, e além da deficiência intelectual estarão disponíveis oficinas em: deficiência auditiva/surdez, deficiência física e deficiência visual.

OFICINA EM DEFICIÊNCIA VISUAL

Tema: Um novo olhar, novos horizontes diante da Deficiência Visual
Local: Espaço Educacional DAP em Santa Maria da Boa Vista-PE
Data: 24 de Agosto de 2010
Horário: 8h às 12h
Público-alvo: Professores do Município
Local aberto a visitantes interessados

(Entrada e participação franca)

Participem!!!

Responsável pela oficina(Deficiência Visual):Flávia Tamarindo(Fonoaudióloga)
Contatos: (87)8801-7030 / (87) 9624-7215 
Email: flaviafno@gmail.com

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

CTS Informática e CEV no 18º Congresso de Fonoaudiologia

                                         

Muitos de nós Fonoaudiólogos conhecemos ou pelo menos já ouvimos falar sobre os programas: VOXMETRIA, FONOVIEW, FONOTOOLS, VOCALGRAMA e VOXGAMES, que auxiliam no trabalho na clínica vocal. Eles foram desenvolvidos a partir da parceria da CTS Informática e CEV (Centro de Estudos da Voz).

Essa parceria confirmou duas palestras para o 18º Congresso Nacional de Fonoaudiologia:

1- Tema: Avaliação acústica na clínica vocal: vantagens e estratégias para raciocínio clínico

Parte 1: Quais as vantagens da avaliação acústica na clínica vocal?
Parte 2: Discussão de estratégias para raciocínio clínico e soluções para a documentação e acompanhamento de pacientes

Palestrante: Gisele Oliveira
Mini currículo: Fonoaudióloga especialista em; Mestrado e Doutorado em Distúrbios da Comunicação Humana pela UNIFESP; Professora do CEV - Centro de Estudos da voz.

 2- Tema: Vocalgrama: compreendendo a análise do campo vocal na fala e no canto

Parte 1: O que é o programa e como aplicá-lo na clínica vocal? Quais as informações que o mapa da voz traz na análise da função vocal?
Parte 2: Demonstração prática e discussão de casos

Palestrante: Miriam Moraes
Mini currículo: Fonoaudióloga especialista em voz; Mestrado em Distúrbios da Comunicação Humana pela UNIFESP; pesquisadora associada ao CEV - Centro de Estudos da Voz.

*Haverá sorteio de Softwares para participantes.

Fonte:Tribeca Eventos

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Dica de Leitura

Semanas atrás falei do meu sentimento ao estudar sobre o universo da Deficiência Visual... o Braille, uso do Soroban, enfim, foi realmente encantador vivenciar esse novo olhar. Recentemente a autora Elizete Lisboa, que é cega, lançou mais um livro: Benquerer, bem amar . 
Gostaria de deixar a dica de leitura para os curiosos, professores atuantes e pais que incentivam o prazer pela leitura e que desejam um Brasil  cada vez mais inclusivo. 
Acompanhando a dica  deixo aqui uma matéria sobre o livro da autora... que tem um olhar tocante. 

Lições de benquerer, bem amar, incluir, tocar 

Em um toque de poesia, a professora mineira Elizete Lisboa quer lhe apresentar o encantado mundo do braile. 

E olha só o lago, todo o tempo se formando com as águas que descem da montanha. Uma patinha nos ensina que a vida se realiza em diversos momentos: nos tempos de tempestades, nos tempos de brincar, de bem querer e de bem amar. Aliás, no livro Benquerer bem amar, a bichinha faz mais que isso: ensina que, mesmo sem enxergar, é possível desvendar o encantado mundo da fazenda onde mora com um montão de amigos. No livro da professora Elizete Lisboa, “bordado” pela artista plástica Maria José Boaventura, Florice é preta e bonita. Passa o dia explorando a fazenda: come milho na mão de menino. Nadam no lago, ela e o pato. Um dia, o primeiro ovo; depois, uma dúzia de patinhos. Aquelas vidas pequeninas enfeitam e alegram o seu dia. Os patinhos logo percebem que o mundo não é só bonzinho não. Xii! O mundo vive aprontando. Põe estrondo nas tempestades, prega enormes sustos na gente. Problemas existem, sim, e ainda precisam ficar espertos com carcará, raposa e gavião. A vida segue, com mil motivos para brincar, benquerer, bem amar. Com suas duas escritas (normal e braile) e, ainda, pelo valor artístico do texto e das ilustrações, Benquerer bem amar ajuda a abrir caminhos para o Brasil da inclusão, Brasil que deseja ver todas as crianças se tornando leitoras. Diante de um livro com duas escritas, crianças que enxergam costumam fechar os olhinhos para brincar de braile, um jeito lúdico de pensar no outro. Depois, de olhos bem abertos, descobrem que em seu olhar passa a caber muito mais gente. 

Título: Benquerer bem amar
Autora: Elizete Lisboa
Ilustradora: Maria José Boaventura 
Coleção: Fazendo a diferença

Sobre a autora

Elizete Lisboa é mineira e mora em Belo Horizonte. Formou-se em Letras pela Universidade Federal de Minas Gerais. Já publicou outros livros por Paulinas: Que será que a bruxa está lavando? e A bruxa mais velha do mundo. Hoje os livros de Elizete Lisboa, com duas escritas (escrita comum lado a lado com o braille) são de grande importância para a criação de uma escola e uma sociedade inclusiva no Brasil. 

A Ilustradora

Maria José Boaventura, a Marijô, é artista plástica, formada em Desenho e Pintura, já foi contemplada com o Prêmio Jabuti. 

Fontes: http://www.maxpressnet.com.br e http://www.paulinas.org.br

terça-feira, 3 de agosto de 2010

AGORA É LEI!!!! Teste da orelhinha torna-se obrigatório

O teste da orelhinha agora é lei. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 12.303, de 2 de agosto de 2010, que torna obrigatória a realização do exame denominado Emissões Otoacústicas Evocadas.

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União do dia 3 de agosto, seção 1, página 1. Segundo a lei, agora todos os hospitais e maternidades devem realizar o teste gratuitamente nas crianças nascidas em suas dependências. A triagem auditiva neonatal universal por meio do teste da orelhinha é capaz de detectar deficiências auditivas desde o nascimento, possibilitando o diagnóstico e o tratamento precoce de eventuais problemas.

Como é sabido, o diagnóstico precoce é fundamental para a realização de procedimentos que irão minimizar os impactos da deficiência auditiva no desenvolvimento da criança. A conquista é um marco para a saúde auditiva brasileira. Parabéns aos fonoaudiólogos e a todos os setores da sociedade que intervieram para alcançarmos este resultado!


Publicação no Diário Oficial da União

Buscando acelerar a aprovação do projeto, o CFFa enviou ofício à ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, no dia 28 de julho deste ano, apresentando dados e motivos para subsidiar a decisão. O ofício coloca os direitos à dignidade, ao trabalho e à saúde, garantidos pela Constituição Federal, as vantagens do diagnóstico precoce e cita que o Brasil possui quase 35 mil fonoaudiólogos, muitos deles inseridos no Sistema Único de Saúde ou em outros lugares que podem oferecer esse tipo de atendimento.

O documento é assinado pela presidente do CFFa, Tânia Coelho, e pela vice-presidente, Carla Girodo. O CFFa também manteve contato com a assessoria do senador Inácio Arruda, autor do projeto, e com a presidente do Grupo de Apoio à Triagem Auditiva Neonatal Universal (Gatanu), fonoaudióloga Mônica Jubran Chapchap. O Conselho também enviou ofícios pedindo apoio e manifestando sua posição sobre o PLC a outros órgãos.

Veja na lista a seguir.

OF./CFFa nº 518/2010 enviado à excelentíssima senhora Erenice Guerra, ministra da Casa Civil da Presidência da República;

OF./CFFa nº 521/2010, enviado ao senhor Ivanildo Tajra Franzosi, assessor da SAG - Casa Civil da Presidência da República;

OF./CFFa nº 524/2010, enviado ao Dr. Luís Inácio Lucena /Adams, Advogado Geral da União;

OF./CFFa nº 525/2010, enviado ao senhor Paulo Bernardo Silva, Ministro de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão;

OF./CFFa nº 526/2010, enviado ao senhor Patrus Ananias de Souza, Ministro de Estado do Desenvolvimento social e Combate à Fome;

OF./CFFa nº 527/2010, enviado ao senhor Samuel Pinheiro Guimarães, Ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República;

OF./CFFa nº 528/2010, enviado ao senhor Paulo de Tarso Vannuchi, Ministro Chefe da Secretaria de Direitos Humanos;

OF./CFFa nº 529/2010, enviado ao senhor Alexandre Rocha Santos Padilha, Ministro da Secretaria das Relações Institucionais;

OF./CFFa nº 530/2010, enviado a Subsecretaria Nacional de Promoção dos direitos da Pessoa com Deficiência.

 Fonte: Conselho Federal de Fonoaudiologia

Teste da orelhinha aguarda apenas sanção presidencial


O Projeto de Lei nº 64/2004, que torna obrigatório o teste de Emissões Otoacústicas Evocadas, foi finalmente aprovado no Senado Federal no dia 7 de julho e encaminhado à sanção presidencial no dia 15. A partir de então, o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva tem 15 dias úteis para sancionar ou vetar o projeto.

 A triagem auditiva neonatal, conhecida como teste da orelhinha, passa a ser obrigatória a todos os hospitais e maternidades e deve ser realizada nos bebês que nascerem em suas dependências.

A proposta inicial foi do então deputado e hoje senador Inácio Arruda (PC do B-CE) com o PL 3.842/97. A aprovação no Senado contou com parecer da Comissão de Assuntos Especiais feito pelo senador Flávio Arns (PSDB-SC). Uma matéria foi veiculada pelo Jornal Nacional da Rede Globo no dia 27 de julho.

Clique aqui e veja a matéria