quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Dica de Leitura

Semanas atrás falei do meu sentimento ao estudar sobre o universo da Deficiência Visual... o Braille, uso do Soroban, enfim, foi realmente encantador vivenciar esse novo olhar. Recentemente a autora Elizete Lisboa, que é cega, lançou mais um livro: Benquerer, bem amar . 
Gostaria de deixar a dica de leitura para os curiosos, professores atuantes e pais que incentivam o prazer pela leitura e que desejam um Brasil  cada vez mais inclusivo. 
Acompanhando a dica  deixo aqui uma matéria sobre o livro da autora... que tem um olhar tocante. 

Lições de benquerer, bem amar, incluir, tocar 

Em um toque de poesia, a professora mineira Elizete Lisboa quer lhe apresentar o encantado mundo do braile. 

E olha só o lago, todo o tempo se formando com as águas que descem da montanha. Uma patinha nos ensina que a vida se realiza em diversos momentos: nos tempos de tempestades, nos tempos de brincar, de bem querer e de bem amar. Aliás, no livro Benquerer bem amar, a bichinha faz mais que isso: ensina que, mesmo sem enxergar, é possível desvendar o encantado mundo da fazenda onde mora com um montão de amigos. No livro da professora Elizete Lisboa, “bordado” pela artista plástica Maria José Boaventura, Florice é preta e bonita. Passa o dia explorando a fazenda: come milho na mão de menino. Nadam no lago, ela e o pato. Um dia, o primeiro ovo; depois, uma dúzia de patinhos. Aquelas vidas pequeninas enfeitam e alegram o seu dia. Os patinhos logo percebem que o mundo não é só bonzinho não. Xii! O mundo vive aprontando. Põe estrondo nas tempestades, prega enormes sustos na gente. Problemas existem, sim, e ainda precisam ficar espertos com carcará, raposa e gavião. A vida segue, com mil motivos para brincar, benquerer, bem amar. Com suas duas escritas (normal e braile) e, ainda, pelo valor artístico do texto e das ilustrações, Benquerer bem amar ajuda a abrir caminhos para o Brasil da inclusão, Brasil que deseja ver todas as crianças se tornando leitoras. Diante de um livro com duas escritas, crianças que enxergam costumam fechar os olhinhos para brincar de braile, um jeito lúdico de pensar no outro. Depois, de olhos bem abertos, descobrem que em seu olhar passa a caber muito mais gente. 

Título: Benquerer bem amar
Autora: Elizete Lisboa
Ilustradora: Maria José Boaventura 
Coleção: Fazendo a diferença

Sobre a autora

Elizete Lisboa é mineira e mora em Belo Horizonte. Formou-se em Letras pela Universidade Federal de Minas Gerais. Já publicou outros livros por Paulinas: Que será que a bruxa está lavando? e A bruxa mais velha do mundo. Hoje os livros de Elizete Lisboa, com duas escritas (escrita comum lado a lado com o braille) são de grande importância para a criação de uma escola e uma sociedade inclusiva no Brasil. 

A Ilustradora

Maria José Boaventura, a Marijô, é artista plástica, formada em Desenho e Pintura, já foi contemplada com o Prêmio Jabuti. 

Fontes: http://www.maxpressnet.com.br e http://www.paulinas.org.br

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