Categoria: Saúde
CÓDIGO: 18109447
TÍTULO: Cordas Virtuais
DESDE: 04-2010
AUTOR / RESPONSÁVEL: Flávia Tamarindo
URL: cordasvirtuais.blogspot.com/
Você pode votar 1 vez por email, por Facebook e pelo Twitter

sábado, 26 de junho de 2010

Projeto de Doutorado é Premiado pela ABORL CCF

A Fonoaudióloga Elaine Lara Mendes Tavares, aluna de doutorado de curso de Pós-Graduação da Faculdade de Medicina de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (FMB UNESP) foi contemplada pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL CCF) com financiamento/premiação para seu projeto de doutorado denominado "Avaliação dos distúrbios da voz em crianças de 4 a 12 anos de idade". O projeto é de caráter epidemiológico e composto por três fases: levantamento de dados junto às escolas da cidade, análise perceptivo-auditiva e análise vocal computadorizada e avaliação otorrrinolaringológica e videolaringoscopia. O projeto é orientado pela Dr.a Regina Helena Garcia Martins, docente do Departamento de Oftalmologia, Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço da FMB UNESP.

Fonte: Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia


* Parabéns Elaine Tavares, Bom trabalho !!! Aguardamos a conclusão da sua pesquisa de grande relevância para todos nós.

Grande abraço,

Flávia Tamarindo

sexta-feira, 25 de junho de 2010

PRÊMIO VIVALEITURA


Você tem algum projeto que promova A leitura na escola, biblioteca da cidade, bairro, comunidade?
Inscreva-se e participe do Prêmio Vivaleitura!

Esse prêmio é uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC), do Ministério da Cultura (MinC) e da Organização dos Estados Ibero-americanos para Educação, Organização dos Estados Ibero-americanos para Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), o prêmio tem realização e o patrocínio da Fundação Santillana, com o apoio do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). O Prêmio Vivaleitura faz parte do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL).

Serão premiados trabalhos nas categorias “Bibliotecas Públicas, Privadas e Comunitárias”, “Escolas Públicas e Privadas” e “ONGs, pessoas físicas, universidades/faculdades e instituições sociais", que desenvolvam trabalhos na área de leitura. A comissão julgadora vai levar em conta a originalidade do trabalho, o impacto na construção da cidadania, os recursos utilizados, a pertinência e a abrangência da ação na comunidade, a duração e os resultados alcançados, entre outros critérios. Em cada categoria, os vencedores receberão um prêmio de R$ 30 mil.

 

Na categoria Sociedade, haverá a distinção da Menção Honrosa a ser atribuída a projetos de empresas com foco no tema “formação de mediadores de leitura”. A distinção abrange programas e projetos de apoio, promoção e patrocínio, na área de leitura, desenvolvidas por empresas, públicas ou privadas.
O projeto que se destacar por sua abrangência, permanência confirmada e alta relevância será considerado merecedor da Menção Honrosa.

QUEM INCENTIVA A LEITURA NO BRASIL

TEM QUE PARTICIPAR


As inscrições são gratuitas e terminam no dia 05 de julho. Acesse o site aqui: http://www.premiovivaleitura.org.br/


CURSO INSTRUCIONAL CONGRESSO 2010 - RESULTADO


Olá pessoal!

Centenas de Fonoaudiólogos associados votaram, e os cursos instrucionais mais votados para o 18º Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia foram os seguintes:

- A Atuação Fonoaudiológica em Grupos de Familiares/ Cuidadores nas Afasias e Demências.

- A Fonoaudiologia Forense: Conceitos, Práticas e Mercado de Trabalho.

- Atuação Fonoaudiológica em Neonatologia: Capacitação para Avaliação da Prontidão do Prematuro Iniciar a Alimentação no Seio Materno.

- Estimulação da Elaboração Escrita: Inspiração ou Transpiração?

- Potenciais Evocados Auditivos de Estado Estável de 80-Hz: Fundamentação Teórica e Aplicações Clínicas na Audiologia Pediátrica.

- Prática Clínica: Disfagia e Ausculta Cervical.

- Técnicas de Terapia em Reabilitação Fonoaudiológica Miofuncional Orofacial.

- Voz Cantada: A Importância da Percepção Auditiva no Trabalho com o Cantor.


O curso que eu votei não entrou :( ... mas valeu... Muitos temas importantes, interessantes e apenas uma escolha a fazer. Difícil!
Os diversos temas acima, fora os que não foram enquadrados demonstram a abrangência da nossa profissão e o quanto precisamos estar atualizados para uma atuação de excelência.
A gente se encontra lá, se Deus quiser.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Workshop 18º Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia



Workshop dos Expositores - A Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia divulga os parceiros da feira de exposição, os quais têm grande experiência científica nas suas áreas de atuação. No Congressso Brasileiro de Fonoaudiologia deste ano, a programação preparada pela SBFa em parceria com os expositores é diversificada e de grande importância para a nossa educação continuada.
Até lá!!

Segue a programação:

STARKEY

Tema: Avanços tecnológicos em benefício dos usuários de próteses auditivas
Nome do Palestrante: Camila Quintino

TELEX

Tema: Soluções auditivas e novas tecnologias
Palestrante: Cileide Olbrich

SIEMENS

Tema: As mais avançadas tecnologias a favor do paciente: perda auditiva e zumbido
Palestrante: Mirella Boaglio Horiuti

AUDIBEL

Tema: Próteses auditivas: recursos tecnológicos e qualidade de vida
Palestrante: Sandra Braga

Tema: Equipamentos audiológicos: qual a melhor opção?
Palestrante: Raquel Pacheco

WIDEX

Tema: As novas tecnologias para o relaxamento, concentração, compressão e comunicação entre prótese auditiva e usuár
Palestrantes: Fernando Caggiano Júnior e Cristiane Berlowitz

Tema: O avanço do implante coclear
Palestrante: Fernando Caggiano Júnior

Tema: Os novos equipamentos de avaliação: miniaturização e efetividade Palestrante: Fernando Caggiano Júnior

OTOSSONIC

Tema: Correlação entre o registro de dados do aparelho e o perfil do usuário
Palestrante: Elisabetta Radini

Tema: Possíveis soluções para o problema de distorção da prótese auditiva
Palestrante: Elisabetta Radini

PHONAK

Tema: Phonak Experience: os benefícios da conectividade sem fio.
Palestrante: Lia Hoshii

Tema: A evolução dos equipamentos audiológicos - BERA, EOA, ASSR
Palestrante: Raquel Lauture

ARGOSY

Tema: O avanço tecnológico na confecção dos aparelhos intra-aurais e moldes auriculares
Palestrante: Cintia Basso

Tema: Sistemas de FM: candidatos ao uso e tecnologia atual
Palestrante: Michelle Queiroz

DANAVOX

Tema: Direcionalidade assimétrica - uma abordagem mais natural
Palestrante: Karina Araújo de Souza

MICROSOM

Tema: Uso do aparelho SpeechEasy como tratamento da gagueira.
Palestrante: Mônica Medeiros de Britto Pereira

Tema: Como melhorar a discriminação de fala em pacientes usuários de próteses auditivas
Palestrante: Maria do Carmo Alves Branco

CTS

Tema: Avaliação acústica na clínica vocal: vantagens e estratégias para raciocínio clínico
Palestrante: Gisele Oliveira

Tema: Vocalgrama: compreendendo a análise do campo vocal na fala e no canto.
Palestrante: Miriam Moraes

THOT

Tema: O uso de jogos no exercício profissional
Palestrante: Maria Thereza Mazorra dos Santos

Esta é a programação até o presente momento para Workshop dos Expositores
Maiores informações acesse: http://www.sbfa.org.br/fono2010/

domingo, 13 de junho de 2010

"Família tem de ser careta" - Lya Luft

Bom dia a todos...

Abro espaço neste Blog para disponibilizar um texto da escritora Lya Luft que trata do real papel da família - o papel de pai e mãe que a nossa sociedade tanto precisa. Casos alarmantes atingem nosso país e na maioria das vezes sinto-me "abalada" ...  A solução pode estar numa educação familiar regada de cuidados, sem que se perca a alegria e a satisfação de (re)construí-la a cada geração para realização do sonho, do objetivo - de um mundo melhor. Nada está perdido...
Que todos nós possamos refletir, compartilhar e tirar nossas próprias conclusões dos saberes dessa querida escritora, sobre esse texto.

Segue o texto:

Família tem de ser careta
Autora: Lya Luft


Esperando uma reação de espanto ou contrariedade ao título acima, tento explicar: acho, sim, que família deve ser careta, e que isso há de ser um bem incomparável neste mundo tantas vezes fascinante e tantas vezes cruel. Dizendo isso não falo em rigidez, que os deuses nos livrem dela. Nem em pais sacrificiais, que nos encherão de culpa e impedirão que a gente cresça e floresça. Não penso em frieza e omissão, que nos farão órfãos desde sempre, nem em controle doentio – que o destino não nos reserve esse mal dos males. Nem de longe aceito moralismo e preconceito, mesmo (ou sobretudo) disfarçado de religião, qualquer que seja ela, pois isso seria a diversão maior do demônio.

Falo em carinho, não castração. Penso em cuidados, não suspeita. Imagino presença e escuta, camaradagem e delicadeza, sobretudo senso de proteção. Não revirar gavetas, esvaziar bolsos, ler e-mails, escutar no telefone, indignidades legítimas em casos extremos, de drogas ou outras desgraças, mas que em situação normal combinam com velhos internatos, não com família amorosa. Falo em respeito com a criança ou o adolescente, porque são pessoas, em entendimento entre pai e mãe – também depois de uma separação, pois naturalmente pessoas dignas preservam a elegância e não querem se vingar ou continuar controlando o outro através dos filhos.

Interesse não é fiscalizar ou intrometer-se, bater ou insultar, mas acompanhar, observar, dialogar, saber. Vejo crianças de 10, 11 anos frequentando festas noturnas com a aquiescência de pais irresponsáveis, ou porque os pais nem ao menos sabem onde elas andam. Vejo adolescentes e pré-adolescentes embriagados fazendo rachas alta noite ou cambaleando pela calçada ao amanhecer, jogando garrafas em carros que passam, insultando transeuntes – onde estão os pais?
Como não saber que sites da internet as crianças e os jovenzinhos frequentam, com quem saem, onde passam o fim de semana e com quem? Como não saber o que se passa com eles? Sei de meninas, quase crianças, parindo sozinhas no banheiro, e ninguém em casa sabia que estavam grávidas, nem mãe nem pai. Elas simplesmente não existiam, a não ser como eventual motivo de irritação.

Não entendo a maior parte das coisas solitárias e tristes que vicejam onde deveria haver acolhimento, alguma segurança e paz, na família. Talvez tenhamos perdido o bom senso. Não escutamos a voz arcaica que nos faria atender as crias indefesas – e não me digam que crianças de 11 anos ou adolescentes de 15 (a não ser os monstros morais de que falei na crônica anterior) dispensam pai e mãe. Também não me digam que não têm tempo para a família porque trabalham demais para sustentá-la.

Andamos aflitos e confusos por teorias insensatas, trabalhando além do necessário, mas dizendo que é para dar melhor nível de vida aos meninos. Com essa desculpa não os preparamos para este mundo difícil. Se acham que filho é tormento e chateação, mais uma carga do que uma felicidade, não deviam ter tido família. Pois quem tem filho é, sim, gravemente responsável. Paternidade é função para a qual não há férias, 13º, aposentadoria. Não é cargo para um fiscal tirano nem para um amiguinho a mais: é para ser pai, é para ser mãe.

É preciso ser amorosamente atento, amorosamente envolvido, amorosamente interessado. Difícil, muito difícil, pois os tempos trabalham contra isso. Mas quem não estiver disposto, quem não conseguir dizer "não" na hora certa e procurar se informar para saber quando é a hora certa, quem se fizer de vítima dos filhos, quem se sentir sacrificado, aturdido, incomodado, que por favor não finja que é mãe ou pai. Descarte esse papel de uma vez, encare a educação como função da escola, diga que hoje é todo mundo desse jeito, que não existe mais amor nem autoridade... e deixe os filhos entregues à própria sorte.

Pois, se você se sentir assim, já não terá mais família nem filhos nem aconchego num lugar para onde você e eles gostem de voltar, onde gostem de estar. Você vive uma ilusão de família. Fundou um círculo infernal onde se alimentam rancores e reina o desamparo, onde todos se evitam, não se compreendem, muito menos se respeitam.

Por tudo isso e muito mais, à família moderninha, com filhos nas mãos de uma gatinha vagamente idiotizada e um gatão irresponsável, eu prefiro a família dita careta: em que existe alguma ordem, responsabilidade, autoridade, mas também carinho e compreensão, bom humor, sentimento de pertença, nunca sujeição.É bom começar a tentar, ou parar de brincar de casinha: a vida é dura e os meninos não pediram para nascer.

"Quem não estiver disposto a dizer 'não'
na hora certa e se fizer de vítima dos filhos,
que por favor não finja que é mãe ou pai" - (Lya Luft)


sexta-feira, 11 de junho de 2010

Orientações no Relacionamento com Pessoas Cegas

As pessoas que estabelecem contato com portadores de deficiência visual, seja de forma ocasional ou regular, revelam-se de um modo geral inseguras sobre como agir diante das diferentes situações que possam ocorrer.

É importante, antes de tudo considerar que a convivência em qualquer nível ou dimensão, constitui tarefa complexa. Implica em negociações, concessões, acordos e ajustes. Não por outro motivo, todas as sociedades humanas, em qualquer tempo histórico, trataram de elaborar e implementar códigos de etiqueta, encarregados de dirigir harmoniosamente as relações, amenizando o confronto das diferenças, desafio constante na invenção do cotidiano.

Nos casos onde a diferenciação social se dá através de marcas inscritas no corpo, tais estigmas podem tornar-se emblemáticas, enviesando todo processo de interação. Em tais circunstâncias, desinformação, falta de esclarecimentos, estereótipos e as fantasias que daí derivam, dificultam ainda mais o convívio com portadores de deficiência.

A lista que reproduzimos a seguir, sobre o título "Cuidados no relacionamento com pessoas cegas", é uma espécie de código de etiqueta no qual a relação com as pessoas portadoras de deficiência visual, recebe uma orientação básica, desenhada pelo negativo. Dizendo o que não se deve fazer no contato com o deficiente visual, define-se, em linhas gerais, um modo de tratamento adequado às interações das quais ele participa. As possibilidades de interação humana são muito amplas e as soluções encontradas pelos grupos para o convívio social harmônico sem dúvida ultrapassam em muito as situações contempladas na listagem de Robert Atkinson, diretor do Braille Institute of America - California. Esta porém, sem dúvida proporciona orientações essenciais para um primeiro e, eventualmente, duradouro contato, virtude suficiente para, após adaptá-la à realidade cultural brasileira, republicá-las neste espaço.

01 - Não trate as pessoas cegas como seres diferentes somente porque não podem ver. Saiba que elas estão sempre interessadas no que você gosta de ver, de ler, de ouvir e falar.

02 - Não generalize aspectos positivos ou negativos de uma pessoa cega que você conheça, estendendo-os a outros cegos. Não se esqueça de que a natureza dotou a todos os seres de diferenças individuais mais ou menos acentuadas e de que os preconceitos se originam na generalização de qualidades, positivas ou negativas, consideradas particularmente.

03 - Procure não limitar a pessoa cega mais do que a própria cegueira o faz, impedindo-a de realizar o que sabe, pode e deve fazer sozinha.

04 - Não se dirija a uma pessoa cega chamando-a de "cego" ou "ceguinho"; é falta elementar de educação, podendo mesmo constituir ofensa, chamar alguém pela palavra designativa de sua deficiência sensorial, física, moral ou intelectual.

05 - Não fale com a pessoa cega como se fosse surda; o fato de não ver não significa que não ouça bem.

06 - Não se refira à cegueira como desgraça. Ela pode ser assim encarada logo após a perda da visão, mas, a orientação adequada consegue reduzi-la a deficiência superável, como acontece em muitos casos.

07 - Não diga que tem pena de pessoa cega, nem lhe mostre exagerada solidariedade. O que ela quer é ser tratada com igualdade.

08 - Não exclame "maravilhoso"... "extraordinário"... ao ver a pessoa cega consultar o relógio, discar o telefone ou assinar o nome.

09 - Não fale de "sexto sentido" nem de "compensação da natureza" - isso perpetua conceitos errôneo. O que há na pessoa cega é simples desenvolvimento de recursos mentais latentes em todas as criaturas.

10 - Não modifique a linguagem para evitar a palavra ver e substituí-la por ouvir. Conversando sobre a cegueira com quem não vê, use a palavra cego sem rodeios.

11 - Não deixe de oferecer auxílio à pessoa cega que esteja querendo atravessar a rua ou tomar condução. Ainda que seu oferecimento seja recusado ou mesmo mal recebido por algumas delas, esteja certo de que a maioria lhe agradecerá o gesto.

12 - Não suponha que a pessoa cega possa localizar a porta onde deseja entrar ou o lugar aonde queira ir, contando os passos.

13 - Não tenha constrangimento em receber ajuda, admitir colaboração ou aceitar gentilezas por parte de alguma pessoa cega. Tenha sempre em mente que a solidariedade humana deve ser praticada por todos e que ninguém é tão incapaz que não tenha algo para dar.

14 - Não se dirija à pessoa cega através de seu guia ou companheiro, admitindo assim que ela não tenha condição de compreendê-lo e de expressar-se.

15 - Não guie a pessoa cega empurando-a ou puxando-a pelo braço. Basta deixá-la segurar seu braço, que o movimento de seu corpo lhe dará a orientação de que precisa. Nas passagens estreitas, tome a frente e deixe-a segui-lo, mesmo com a mão em seu ombro.

16 - Quando passear com a pessoa cega que já estiver acompanhada, não a pegue pelo outro braço, nem lhe fique dando avisos. Deixe-a ser orientada só por quem a estiver guiando.

17 - Não carregue a pessoa cega ao ajudá-la a atravessar a rua, tomar condução, subir ou descer escadas. Basta guiá-la, pôr-lhe a mão no corrimão.

18 - Não pegue a pessoa cega pelos braços rodando com ela para pô-la na posição de sentar-se, empurrando-a depois para a cadeira. Basta pôr-lhe a mão no espaldar ou no braço da cadeira, que isso lhe indicará sua posição.

19 - Não guie a pessoa cega em diagonal ao atravessar em cruzamento. Isso pode fazê-la perder a orientação.

20 - Não diga apenas "à direita", "à esquerda", ao procurar orientar uma pessoa cega à distância. Muitos se enganam ao tomarem como referência a própria posição e não a da pessoa cega que caminha em sentido contrário ao seu.

21 - Não deixe portas e janelas entreabertas onde haja alguma pessoa cega. Conserve-as sempre fechadas ou bem encostadas à parede, quando abertas. A portas e janelas meio abertas costituem obstáculos muito perigosos para ela.

22 - Não deixe objetos no caminho por onde uma pessoa cega costuma passar.

23 - Não bata a porta do automóvel onde haja uma pessoa cega sem ter a certeza de que não lhe vai prender os dedos.

24 - Não deixe de se anunciar ao entrar no recinto onde haja pessoas cegas, isso auxilia a sua identificação.

25 - Não saia de repente quando estiver conversando com uma pessoa cega, principalmente se houver algo que a impeça de perceber seu afastamento. Ela pode dirigir-lhe a palavra e ver-se na situação desagradável de falar sozinha.

26 - Não deixe de apertar a mão de uma pessoa cega ao encontrá-la ou ao despedir-se dela. O aperto de mão substitui para ela o sorriso amável.

27 - Não perca seu tempo nem o da pessoa cega perguntando-lhe: "Sabe quem sou eu?"... "Veja se adivinha quem sou?". Identifique-se ao chegar.

28 - Não deixe de apresentar o seu visitante cego a todas as pessoas presentes, assim procedendo, você facilitará a integração dele ao grupo.

29 - Ao conduzir uma pessoa cega a um ambiente que lhe é desconhecido, oriente-a de modo que possa locomover-se sozinha.

30 - Não se constranja em alertar a pessoa cega quanto a qualquer incorreção no seu vestuário.

31 - Informe a pessoa cega com relação à posição dos alimentos colocados em seu prato.

32 - Não encha a xícara ou o copo da pessoa cega até a beirada. Neste caso ela terá dificuldades em mantê-los equilibrados.

33 - O pedestre cego é muito mais observador que os outros. Ele desenvolve meios e modos de saber onde está e para onde vai, sem precisar estar contando os passos. Antes de sair de casa, ele faz o que toda gente deveria fazer: procura informar-se bem sobre o caminho a seguir para chegar ao seu destino. Na primeira caminhada poderá errar um pouco, mas depois raramente se enganará. Saliências, depressões, ruídos e odores característicos, ele observa para sua maior orientação.



Robert Atkinson (Diretor do Braille Institute of America, California) - Adaptação feita pela equipe técnica da Divisão de Documentação e Informação do Departamento Técnico-Especializado e da Divisão de Reabilitação do Departamento de Atendimento Médico, Nutricional e de Reabilitação do Instituto Benjamin Constant, contanto com a participação da Associação Brasileira de Educadores de Deficientes Visuais
(Fonte: http://www.ibc.gov.br)